GEO: aparecer nas respostas de IA
Quando alguém pergunta ao ChatGPT qual agência contratar em Brasília, a resposta cita algumas empresas e ignora todas as outras. GEO é o trabalho de estar entre as citadas, e ele tem pouco de mágica e muito de coisa conferível.
O que GEO quer dizer, e o que ele não inventou
GEO é a sigla de Generative Engine Optimization, otimização para mecanismos generativos. O nome é novo, a sigla é de 2023 e a maior parte do trabalho por trás dela não é. Um modelo de linguagem que responde sobre empresas de Brasília não consultou uma base secreta: ele leu páginas públicas, muitas vezes por meio de um buscador, e montou a resposta com o que encontrou. Quem não está nessas páginas não entra na resposta.
A diferença que justifica o nome está no formato da entrega. Na busca tradicional, a pessoa recebe dez links e escolhe. Na resposta generativa, ela recebe um texto pronto, com duas ou três fontes citadas ao lado. O primeiro lugar deixa de ser uma posição numa lista e passa a ser uma frase dentro de um parágrafo. É o mesmo motivo que sempre valeu, com um alvo diferente: não basta ser encontrável, é preciso ser citável.
Vale dizer o que GEO não é, porque o mercado já está vendendo isso errado. Não existe painel onde se compra posição em resposta de IA. Não existe um arquivo que, publicado, faz o modelo citar a empresa. Não existe acesso ao critério interno de escolha de fonte de nenhum dos modelos, porque nenhum deles publicou esse critério. Quem promete qualquer uma dessas três coisas está vendendo o que não tem.
Quem responde quando alguém pergunta
Em 2026 a pergunta de um cliente pode cair em pelo menos cinco lugares diferentes, e cada um monta a resposta de um jeito. Tratar todos como "a IA" é o que faz o trabalho virar achismo.
- Google, com AI Overviews e AI Mode: o resumo gerado aparece acima dos resultados, dentro da própria busca. O conteúdo vem do índice do Google, o mesmo que já serve a busca comum.
- ChatGPT: quando a pergunta exige informação atual, ele busca na web com um robô próprio, o OAI-SearchBot, e cita as páginas usadas.
- Perplexity: nasceu como buscador com resposta escrita, e sempre mostra as fontes numeradas ao lado do texto.
- Claude, da Anthropic: busca a web quando a pergunta pede, com robôs separados para busca pedida pela pessoa e para indexação.
- Copilot, da Microsoft: monta a resposta sobre a base do Bing, que é o mesmo índice alimentado pelo IndexNow.
O que o Google diz, com todas as letras, sobre otimizar para IA
Antes de contratar qualquer coisa chamada GEO, vale ler o que a própria empresa dona do maior buscador publicou. A documentação do Google sobre recursos de IA afirma que não há requisito adicional para aparecer no AI Overviews ou no AI Mode, e que não é preciso criar arquivos legíveis por máquina, arquivos de texto para IA nem marcação especial. A frase sobre dado estruturado é igualmente direta: não existe schema.org específico que precise ser adicionado para essas experiências (documentação do Google).
Isso não significa que nada importa. Significa que o que importa é o mesmo de sempre, e o Google lista: cumprir os requisitos técnicos da busca, seguir as políticas e escrever conteúdo útil, confiável e feito para pessoas. Ele acrescenta um item que costuma ser ignorado, e que vale pelo resto da lista: o dado estruturado precisa corresponder ao texto visível da página.
A consequência prática é desconfortável para quem vende pacote de GEO como produto separado: a maior parte do trabalho que faz uma empresa ser citada por IA é trabalho de SEO bem feito, somado a conteúdo que responde perguntas de verdade. O que muda é onde se coloca a atenção, e é disso que esta página trata.
Por que este site publica um llms.txt mesmo sem acreditar nele
O llms.txt é um arquivo de texto na raiz do site que descreve a empresa e lista as páginas, escrito para ser lido por modelo de linguagem. Virou item obrigatório em proposta comercial de agência, e a evidência a favor dele é fraca. O Google declarou que não apoia o formato. Nenhum grande consumidor de conteúdo se comprometeu publicamente a lê-lo em produção. Levantamentos de tráfego de robôs de IA mostram que o arquivo quase não é pedido.
Ainda assim este site publica o dele, em criattus.com.br/llms.txt, e a razão é honesta: o arquivo é gerado pelo build a partir das páginas que existem, custa zero de manutenção e não atrapalha nada. Barato o bastante para não brigar. O que não fazemos é cobrar por ele, nem apresentá-lo como canal de aquisição.
Essa distinção é o melhor teste para escolher fornecedor de GEO. Peça a quem está vendendo que explique qual sistema lê o arquivo e onde isso está documentado. Se a resposta for vaga, você achou o limite do que a pessoa sabe.
Os robôs que importam, e o que se perde ao bloquear cada um
Aqui está a parte mais concreta do trabalho, e a que mais dá prejuízo quando é feita no escuro. Cada empresa de IA publica quais robôs usa e para que serve cada um, e bloquear o robô errado no arquivo robots.txt tira a empresa das respostas sem proteger nada. Os efeitos abaixo são os que as próprias donas dos robôs documentam.
- GPTBot, da OpenAI: coleta conteúdo que pode ser usado para treinar modelos. Bloquear sinaliza que o site não deve entrar em treinamento (OpenAI).
- OAI-SearchBot, da OpenAI: é o que alimenta a busca dentro do ChatGPT. A documentação é explícita: sites que bloqueiam esse robô não aparecem nas respostas de busca do ChatGPT. É o bloqueio mais caro da lista.
- ChatGPT-User: acessa uma página quando a pessoa pede, dentro de uma conversa. Não é rastreamento automático.
- OAI-AdsBot: verifica se a página de destino de um anúncio cumpre as políticas. A OpenAI afirma que o que ele coleta não é usado para treinar modelo.
- PerplexityBot: existe para exibir e linkar sites nos resultados do Perplexity, e a documentação afirma que não é usado para treinar modelo. Bloquear tira o site dos resultados (Perplexity).
- ClaudeBot, Claude-User e Claude-SearchBot, da Anthropic: treino, busca pedida pela pessoa e indexação para busca, nessa ordem. A própria documentação avisa que bloquear os dois últimos reduz a visibilidade e a precisão do site nos resultados (Anthropic).
- Google-Extended: não é um robô que visita o site. É um controle separado, que diz se o conteúdo pode ser usado em treino e em parte dos sistemas do Google, como os aplicativos Gemini. A documentação do Google afirma que ele não afeta a Busca (Google), e o AI Overviews roda sobre o índice da Busca. Quem quer limitar o que aparece ali usa os controles de trecho, nosnippet, data-nosnippet e max-snippet.
O erro mais caro: bloquear achando que está protegendo
O caso típico chega assim: o site apanhou de alguém que copiou textos, alguém leu uma matéria sobre IA treinando em conteúdo alheio, e o robots.txt ganhou uma lista de bloqueios copiada de um fórum. Meses depois, a empresa não aparece em resposta nenhuma e ninguém liga uma coisa à outra, porque não existe aviso, erro ou alerta quando isso acontece.
A separação que resolve é a mesma que as documentações fazem: robô de treino é uma coisa, robô de recuperação é outra. Bloquear o de treino é uma decisão legítima de negócio, com custo aceitável. Bloquear o de recuperação é pedir para sumir da resposta, e é o que acontece na maioria das vezes por engano, porque os dois têm nomes parecidos e moram no mesmo arquivo.
Existe um detalhe que engana até quem é da área: parte dos acessos feitos a pedido de uma pessoa não segue o robots.txt, porque não são rastreamento, são uma visita pedida por alguém. Isso não é brecha para ignorar o arquivo. É a razão pela qual auditar bloqueio pelo comportamento observado no servidor vale mais do que auditar pela teoria.
O que aumenta a chance de a sua empresa ser citada
Nenhum modelo publicou o critério de escolha de fonte, então qualquer lista aqui é inferência a partir do que se observa e do que as documentações de busca pedem. Com esse aviso dado, estes são os pontos em que vale gastar esforço, do mais concreto para o menos.
- A página precisa carregar sem depender do navegador: a análise da Vercel com a MERJ, sobre mais de 500 milhões de requisições de rastreadores, não encontrou execução de JavaScript em nenhum dos robôs de IA medidos, incluindo os da OpenAI, da Anthropic e do Perplexity; a exceção é o Google, que renderiza (Vercel). Conteúdo que só aparece depois que um script roda é conteúdo que esses robôs não veem. Esse é o portão: se ele estiver fechado, o resto da lista não importa.
- A resposta precisa caber em uma frase: modelo generativo extrai trecho curto e autocontido. Parágrafo que só faz sentido depois de ler os três anteriores é ruim de citar.
- Dado verificável vale mais que adjetivo: número com fonte e data, endereço, horário, prazo, condição. "Empresa de excelência" não entra em resposta nenhuma, porque não informa nada.
- A entidade precisa ser a mesma em todo lugar: nome, endereço, telefone e CNPJ iguais no site, no Perfil da Empresa no Google e em qualquer diretório. Divergência faz o sistema tratar como duas empresas parecidas, e nenhuma das duas ganha confiança.
- O dado estruturado precisa bater com o texto visível: é a única exigência técnica que o Google escreve com todas as letras na documentação de recursos de IA.
- Menção fora do site ainda pesa: notícia, listagem setorial, associação, avaliação real. É o que permite ao sistema confirmar, em outra fonte, o que o seu site diz sobre você.
Pergunta de cliente não é palavra-chave
Quem está acostumado com busca escreve "agência marketing digital brasília". Quem conversa com IA escreve outra coisa: "preciso refazer o site da minha clínica em Águas Claras, atende o CFM, quanto custa e quanto tempo leva". A segunda frase tem contexto, restrição e três perguntas embutidas.
Isso muda o material que funciona. Uma página construída em torno de um termo curto tende a repetir esse termo e a dizer pouco. Uma página construída em torno da pergunta real precisa responder a restrição, o prazo e a condição, porque é isso que a pessoa perguntou. A vantagem é que o segundo tipo de página também rende melhor na busca comum, onde a consulta longa é hoje a maioria.
Na prática, o trabalho é levantar as perguntas que o cliente faz antes de comprar, incluindo as desconfortáveis, e respondê-las por escrito, com número quando houver e com o limite dito quando não houver. Pergunta que a empresa evita responder no site é exatamente a que o concorrente responde e ganha a citação.
Busca local e IA: quem é citado quando a pergunta tem cidade
A pergunta "melhor agência de marketing digital em Brasília" é a mais difícil de todas, porque "melhor" não é um dado e ninguém tem como medir. O que os sistemas fazem é montar a resposta com o que conseguem verificar: empresas com presença local consistente, com avaliações públicas, com páginas que dizem onde ficam e o que fazem, e que aparecem em mais de uma fonte dizendo a mesma coisa.
Para empresa do Distrito Federal, isso coloca peso em coisas nada glamourosas. O endereço completo, com quadra e lote, e não só o bairro. O Perfil da Empresa no Google preenchido, com categoria certa e horário real. A página que diz a região atendida sem fingir que atende o país inteiro, como a nossa de agência em Águas Claras. Avaliação de cliente de verdade, que ninguém comprou.
Existe um detalhe local que quase sempre falta: em Brasília, o endereço que as pessoas usam não é o que os Correios usam. Quem escreve "QS 01, Lotes 34/36, Torre 2, Ed. LED Office" está falando a língua da cidade, e isso ajuda tanto quem lê quanto o sistema que cruza dados de localização.
Como saber se a IA já cita a sua empresa hoje
Dá para fazer esse diagnóstico sem comprar ferramenta nenhuma, e vale fazer antes de contratar qualquer serviço, inclusive o nosso. O método é simples e o valor está em repetir sempre igual.
- Escreva de dez a vinte perguntas que um cliente faria antes de comprar, com e sem o nome da cidade, do jeito que ele escreveria.
- Pergunte em pelo menos três lugares diferentes: ChatGPT, Gemini e Perplexity. A resposta muda de um para o outro, e saber onde você já aparece muda a prioridade do trabalho.
- Anote, para cada pergunta, se a sua empresa apareceu, quais foram citadas, e de qual página veio a citação. O que interessa não é o texto da resposta, é a lista de fontes.
- Refaça o teste em conversa nova, sem histórico, e de preferência sem estar logado. Resposta de IA varia entre execuções, então uma rodada só não é medida, é impressão.
- Repita o conjunto todo uma vez por mês, com as mesmas perguntas. Sem repetição idêntica, não há comparação possível.
O que o log do servidor mostra e o Analytics esconde
A maior parte dos robôs de IA não executa JavaScript, e o Google Analytics só existe depois que um script roda. O resultado é que a visita do robô que leu a sua página para montar uma resposta simplesmente não aparece no relatório, e a empresa conclui que nada está acontecendo.
O lugar onde isso aparece é o log de acesso do servidor, que registra cada pedido com o user agent de quem pediu. É nele que dá para ver o OAI-SearchBot passando, o PerplexityBot lendo a página de serviço, o Claude-SearchBot indexando. É um dado sem glamour, disponível em qualquer hospedagem séria, e é o mais próximo de prova objetiva que existe nesse assunto.
Quando a hospedagem é nossa, esse acompanhamento é parte do trabalho e não depende de pedir nada a ninguém. Quando não é, dá para fazer igual, desde que a empresa tenha acesso ao log. Se a hospedagem não entrega log de acesso, esse é um problema maior do que GEO.
O que dá e o que não dá para medir
Comece pelo que não dá, porque é onde as propostas prometem demais. Não dá para saber quantas vezes a sua empresa foi citada nas conversas privadas do ChatGPT, do Gemini ou do Perplexity, porque nenhum dos três publica isso para donos de site. Não dá para saber por que um modelo escolheu a fonte A e não a fonte B. Não dá para garantir presença numa resposta específica, hoje nem amanhã.
Uma parte disso deixou de ser verdade em fevereiro de 2026, e vale saber: o Bing Webmaster Tools passou a oferecer o relatório AI Performance, que mostra quantas vezes o site foi citado como fonte em respostas geradas no Copilot e nos resumos de IA do Bing, quais URLs foram citadas e quais consultas levaram até elas (Microsoft). É contagem de citação de verdade, de graça, para quem verifica o site lá. Não cobre ChatGPT, Gemini nem Perplexity, mas é o primeiro número desse assunto que não depende de estimativa.
O resto do painel se monta com o que já existe: quantas das suas perguntas-teste citam a empresa e como isso muda mês a mês; quais robôs de IA passaram no site, com que frequência e em quais páginas, o que se lê no log do servidor; quanto tráfego chega das interfaces de IA como origem identificada; e, no Search Console, os cliques vindos da Busca do Google, que já incluem o que acontece no AI Mode dentro do tipo Web.
Essa é a diferença entre um relatório que serve para decidir e um que serve para impressionar. O primeiro tem os mesmos números todo mês, com a fonte de cada um escrita ao lado. O segundo tem um gráfico de menções em IA que ninguém sabe de onde saiu.
O que a Criattus faz nesse trabalho
O serviço existe porque quase todo site que chega aqui tem pelo menos um dos problemas acima, e porque consertar isso não exige refazer nada na maioria dos casos. Quando exige, o caminho é outro e está em criação de sites. O trabalho é sempre o mesmo conjunto, ajustado ao tamanho do site.
- Auditoria de acesso: o que o robots.txt libera e bloqueia hoje, robô por robô, e o que isso está custando em visibilidade.
- Portão técnico: se o conteúdo aparece sem JavaScript, se a resposta do servidor é rápida, se as URLs são estáveis e se o dado estruturado corresponde ao texto visível.
- Identidade da empresa: nome, endereço, telefone e CNPJ iguais em todos os lugares, e o Perfil da Empresa no Google em acordo com o site.
- Conteúdo citável: as perguntas reais do seu cliente respondidas em texto autocontido, com dado e com fonte, e não com adjetivo.
- Linha de base e acompanhamento: o conjunto de perguntas-teste registrado no começo e repetido todo mês, a leitura dos robôs no log do servidor e, onde o site estiver verificado no Bing Webmaster Tools, a contagem de citações do relatório AI Performance.
- Aviso de publicação: o IndexNow avisa Bing, Yandex, Naver, Seznam, Yep e Amazon assim que uma página muda (IndexNow), o que encurta o tempo entre publicar e ser encontrável.
O que não prometemos
Não prometemos citação. Não existe contrato, painel ou técnica que garanta presença na resposta de um modelo, e quem garante está inventando. Também não prometemos primeira posição em buscador, pela mesma razão de sempre: o resultado depende de um sistema que não é nosso.
Não vendemos llms.txt como canal, não vendemos "otimização para IA" desacoplada de SEO, porque a maior parte do trabalho é a mesma, e não apresentamos número de menções em IA sem dizer como foi medido. Se o método não couber em duas frases no relatório, ele não entra.
O que prometemos é o trabalho descrito acima, feito e registrado, com a linha de base do começo guardada para comparação. É o que dá para prometer com honestidade nesse assunto em 2026.
Este site como exemplo, e o que você pode conferir sem pedir licença
A melhor prova de que uma agência sabe fazer isso é o site dela. Tudo o que está abaixo é público, e dá para checar agora, inclusive no site de qualquer concorrente que você esteja avaliando.
- O arquivo criattus.com.br/robots.txt lista, nome por nome, os robôs de IA liberados, separando os de treino dos de recuperação.
- Todas as páginas saem prontas do servidor, em HTML, sem depender de script para mostrar texto. Desligue o JavaScript do navegador e o conteúdo continua lá.
- Cada página traz dado estruturado em JSON-LD com a empresa, o serviço, a trilha de navegação e, onde há perguntas, o bloco de perguntas e respostas.
- O endereço, o telefone e o horário que aparecem no rodapé são os mesmos do dado estruturado e do Perfil da Empresa no Google.
- O arquivo criattus.com.br/llms.txt existe, é gerado pelo build e lista as páginas publicadas, com a ressalva que esta página já fez sobre o formato.
Onde o SEO continua e o GEO entra
Na prática, os dois trabalhos compartilham a base: site rastreável, conteúdo que responde, entidade consistente, autoridade construída fora do site. Separar em dois contratos costuma ser jeito de cobrar duas vezes pela mesma coisa.
O que muda é a ponta. O SEO cuida da consulta curta, do mapa local, da estrutura de páginas e da disputa por posição. O GEO cuida do formato da resposta, do acesso dos robôs de recuperação, da consistência da entidade entre fontes e da medição por pergunta em vez de por palavra-chave.
O que muda é a ponta. A consultoria de SEO cuida da consulta curta, do mapa local, da estrutura de páginas e da disputa por posição. O GEO cuida do formato da resposta, do acesso dos robôs de recuperação, da consistência da entidade entre fontes e da medição por pergunta em vez de por palavra-chave. Comprar espaço dentro da conversa é um terceiro assunto, e ele tem página própria em anúncios no ChatGPT.
Dúvidas frequentes
Preciso de um projeto separado de GEO se já faço SEO?
Na maioria dos casos, não. A base é a mesma: site rastreável, conteúdo que responde à pergunta e identidade consistente da empresa. O que costuma faltar é específico e pequeno em relação ao todo: a auditoria de quais robôs de IA estão liberados, o formato autocontido das respostas e a medição por pergunta. Se o SEO está bem feito, isso é ajuste. Se não está, começar por GEO é começar pelo telhado.
A OpenAI cobra para incluir minha empresa na resposta do ChatGPT?
Não. A citação dentro da resposta não é comprável. O que existe é publicidade no ChatGPT, que aparece abaixo da resposta, identificada como patrocinada, e a OpenAI afirma que os anúncios rodam em sistema separado e não influenciam o texto gerado. São duas coisas distintas: uma se conquista com conteúdo, a outra se compra no gerenciador de anúncios.
Bloquear o GPTBot protege o conteúdo do meu site?
Bloquear o GPTBot sinaliza que o conteúdo não deve ser usado para treinar modelos da OpenAI, e a empresa documenta que respeita esse pedido. O que esse bloqueio não faz é impedir que alguém copie o texto, nem tirar do ar o que já foi publicado antes. E, importante: ele não é o robô que leva o seu site às respostas de busca do ChatGPT. Esse é o OAI-SearchBot, que precisa continuar liberado.
Se eu liberar os robôs de IA, perco visita no meu site?
A preocupação é legítima, porque a resposta gerada às vezes resolve a dúvida sem clique. O outro lado é que bloquear não traz a visita de volta: tira a empresa da resposta e entrega a citação ao concorrente que está liberado. O caminho que sobra é escrever conteúdo cuja resposta completa exige a página, o que vale para orçamento, condição, prazo e caso real.
Em quanto tempo a IA passa a citar meu site?
Não existe prazo publicado por nenhum dos sistemas, e quem promete um está inventando. O que dá para dizer é o que se observa: a parte técnica, como liberar robô bloqueado, tem efeito assim que a página é lida de novo, o que pode levar dias. A parte de conteúdo depende de escrever, publicar e ser lido, e é medida em meses. Por isso a linha de base do primeiro mês existe.
Como sei se um contato veio de uma resposta de IA?
Em parte pelos relatórios, quando a visita chega com a origem identificada da interface de IA, e em parte perguntando a quem entrou em contato. A pergunta "como você chegou até nós" continua sendo o dado mais barato e mais confiável que existe, e em 2026 ela precisa ter a opção de resposta de IA na lista.
O llms.txt faz a IA citar minha empresa?
Não há evidência de que faça. O Google declarou que não apoia o formato, nenhum grande consumidor se comprometeu a lê-lo em produção e os levantamentos de acesso mostram que ele quase não é pedido. Publicar custa pouco e não atrapalha, então não somos contra publicar. Somos contra cobrar por isso e contra apresentá-lo como se fosse o motivo de uma citação.
A IA está dando informação errada sobre a minha empresa. Dá para corrigir?
Não dá para editar a resposta, e nenhum dos sistemas oferece esse botão. O que dá para fazer é atacar a origem: corrigir o dado no seu site, no Perfil da Empresa no Google e em qualquer diretório que ainda publique a versão antiga, e publicar a informação certa de forma clara e datada. Erro de IA sobre empresa quase sempre vem de fonte desatualizada que ainda está no ar.
Meu site monta as páginas no navegador. Isso atrapalha?
Atrapalha, e é o problema mais comum que encontramos. Boa parte dos robôs que alimentam respostas de IA não executa JavaScript, então o que só aparece depois que o script roda pode simplesmente não existir para eles. O teste é direto: desligue o JavaScript no navegador e recarregue a página. O que sumir é o que esses robôs não veem.
Preciso escrever conteúdo diferente para IA e para pessoas?
Não, e escrever para robô é justamente o erro que a política de spam do Google descreve. O que muda é a organização: cada pergunta com sua resposta no começo, em uma frase que se sustenta sozinha, e o detalhe em seguida. Esse formato é melhor para quem lê com pressa no celular e é o mesmo que o modelo consegue citar. Um texto só, que serve para os dois.
Isso faz sentido para uma empresa pequena de Brasília?
Faz, e por um motivo específico: na pergunta com cidade, a disputa é muito menor. Uma pergunta sobre agência, clínica ou escritório em Brasília ou em Águas Claras é respondida com base em poucas fontes locais confiáveis, não com o site nacional gigante. É o mesmo raciocínio do SEO local, onde a empresa daqui tem vantagem real sobre a de fora.
Vocês garantem que minha empresa vai aparecer no ChatGPT?
Não. Ninguém pode garantir, porque o critério de escolha de fonte não é público e não é nosso. O que garantimos é o trabalho: a auditoria de acesso dos robôs, o portão técnico do site, a consistência da identidade da empresa, o conteúdo citável e a medição mensal com as mesmas perguntas. Se alguém garantir citação por contrato, peça para ver o mecanismo por escrito.
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