Orçamento de marketing digital em Brasília

Esta página é para quem já decidiu contratar e quer saber como a conversa funciona. Não há tabela de preço aqui, e a razão é simples: o mesmo pedido ("quero um site") vira projetos de tamanhos muito diferentes dependendo de meia dúzia de respostas. O que existe é o método pelo qual o escopo é fechado, e ele está descrito abaixo, inclusive o que costuma fazer o orçamento subir.

O que define o tamanho do trabalho

Nenhum orçamento é feito por número de páginas. A unidade é o layout distinto: dez páginas que usam o mesmo desenho custam menos que três que exigem três desenhos. O mesmo vale para mídia, em que a conta não é por campanha, e sim por quantas intenções de busca diferentes precisam de estrutura própria.

O segundo fator é de quem é o conteúdo. Projeto em que o cliente entrega texto e imagem anda num ritmo; projeto em que a agência escreve anda em outro, e a diferença é grande. O terceiro é integração: agenda, sistema de gestão, plataforma de e-commerce, emissor de nota. Cada uma acrescenta trabalho que não aparece na tela.

O quarto é migração. Site que substitui outro já indexado precisa preservar endereço e redirecionar o que muda, e isso é engenharia, não detalhe: foi assim neste site, que substituiu um WordPress com dezenas de URLs indexadas desde 2012.

  • Quantos layouts diferentes, e não quantas páginas.
  • Quem escreve o conteúdo e quem fornece as imagens.
  • Que sistemas precisam conversar com o site.
  • Se existe site antigo a substituir, e se ele tem histórico na busca.
  • Se o negócio é de nicho regulado: medicina, odontologia, advocacia, porque a norma do conselho decide o que pode ser publicado antes de qualquer decisão de layout.
  • Se a operação atende uma região, o Brasil todo, ou também quem está fora do país.

O que ter em mãos antes de pedir

Você não precisa de briefing formal. Precisa de quatro respostas, e elas encurtam a conversa pela metade: o que você vende, para quem, o que existe hoje no digital, e o que precisa mudar. Endereço do site atual, se houver, e do perfil no Instagram ajudam mais do que qualquer descrição.

Se já investe em anúncio, saber quanto e em que plataforma muda a recomendação inteira. E se existe prazo real: feira, inauguração, lançamento, ele é a primeira coisa a dizer, porque prazo curto não encarece o trabalho, mas às vezes elimina alternativas.

Ilustração de um profissional em um notebook acompanhando atualizações, engrenagens e ajustes de um site no ar

O que acontece depois que você envia

O formulário monta uma primeira mensagem no WhatsApp com o que você respondeu, e a conversa começa com contexto em vez de começar com "oi". Antes de falar em proposta, olhamos o que já existe: o site no ar, a busca pelo nome da empresa, o Perfil da Empresa no Google. Isso costuma revelar em minutos coisas que mudam a recomendação.

Depois vem uma conversa: por telefone, por chamada de vídeo ou presencial, no escritório em Águas Claras. É nela que o escopo fecha. A proposta sai por escrito, com o que está incluído, o que não está, e o que passa a ser custo recorrente depois da entrega. Essa última parte é a que mais surpreende quem já contratou agência antes.

Se em algum momento a conclusão for que você não precisa do que veio pedir, é isso que vamos dizer. Vender um site novo para quem precisa de um ajuste de conteúdo dá uma venda e perde um cliente.

O que costuma sair mais caro do que o esperado

Três coisas, e nenhuma delas é o desenho. A primeira é conteúdo: quase todo projeto parado está parado esperando texto e foto. A segunda é aprovação por comitê: quando três pessoas precisam concordar, cada rodada de ajuste custa uma semana. A terceira é o segundo ano, que quase ninguém orça: hospedagem, domínio, manutenção de plataforma e alteração de conteúdo continuam existindo depois que o site sobe.

Somar o segundo ano antes de assinar muda a decisão de escopo com frequência, e a escolha que costuma sair dessa conta (um site menor e melhor mantido) é uma boa escolha.

Duas propostas com valores muito diferentes: como comparar

É a situação mais comum de quem pede três orçamentos: voltam três números que não conversam entre si, e a tentação é escolher pelo menor. Só que orçamento de serviço digital quase nunca compara a mesma coisa, e o menor valor costuma esconder o que ficou de fora.

Comece verificando se as duas propostas descrevem a mesma quantidade de páginas. Site de cinco páginas e site de quinze não são o mesmo projeto, e "site institucional" sozinho não diz quantas páginas são. Se a proposta não diz, pergunte, porque essa é a variável que mais move o preço.

Depois verifique quem escreve o texto. Muita proposta barata assume que o cliente entrega o conteúdo pronto, e essa linha costuma estar escondida numa observação no rodapé. Quando o texto não vem, o projeto para, e é aí que aparece o aditivo. Redação de conteúdo é trabalho especializado e leva tempo: precisa estar dito de que lado ela está.

Confira o que acontece com as imagens. Banco de imagens tem licença, e licença tem custo e prazo. Proposta que usa foto sem dizer a origem pode estar passando um problema adiante.

Veja se há prazo escrito e o que acontece quando ele estoura dos dois lados. Projeto de site atrasa com frequência por causa do cliente, não da agência: o texto que não chega, a aprovação que demora, a foto que ninguém tira. Uma proposta honesta escreve isso, em vez de fingir que o cronograma depende só de quem executa.

Por último, olhe o depois. Quem hospeda, quem atualiza, quem responde quando o site cai num sábado, e quanto custa cada uma dessas coisas. Um valor de entrada baixo com custo mensal alto pode sair mais caro em dois anos do que o contrário, e essa conta quase nunca é feita na hora de decidir.

O que um orçamento sério precisa ter escrito

Existe um conjunto pequeno de itens que separa uma proposta profissional de um valor mandado por mensagem. Nenhum deles é complicado, e a ausência de qualquer um costuma custar caro depois.

O escopo, em quantidade e não em adjetivo. Quantas páginas, quantas opções de marca, quantas campanhas, quantas rodadas de ajuste estão incluídas. "Ajustes ilimitados" não é generosidade, é ausência de escopo, e termina em desgaste dos dois lados.

O que explicitamente não está incluso. É a parte que mais falta e a mais útil. Domínio, hospedagem, licença de imagem, redação, fotografia, tradução, integração com sistema de terceiro e verba de anúncio são itens que costumam ficar de fora sem que ninguém diga.

De quem são os arquivos no final. Em identidade visual, isso significa receber os arquivos editáveis e não apenas a imagem fechada. Em site, significa ter acesso ao painel, ao domínio e à hospedagem em nome da própria empresa. Empresa que não é dona do próprio domínio fica refém de quem registrou.

A verba de anúncio separada do serviço. O valor pago ao Google ou à Meta não é receita da agência e não deveria estar somado à gestão. Quando os dois vêm num número só, fica impossível saber quanto está indo para mídia e quanto para trabalho.

O que acontece no encerramento. Contrato de serviço digital termina, e o que acontece com o site, com as campanhas e com as contas de anúncio precisa estar escrito antes de começar, não durante uma conversa difícil.

Perguntas para fazer à agência antes de assinar

Quem vai tocar o projeto no dia a dia, e essa pessoa está nesta reunião. É desconfortável e é a pergunta mais reveladora que existe. Em parte do mercado, quem vende não é quem executa, e o cliente descobre isso na primeira semana.

Com que frequência haverá relatório, e o que estará nele. Relatório mensal com quantidade de curtidas não é relatório de resultado. O que interessa é contato gerado, custo por contato e o que mudou em relação ao período anterior.

As contas de anúncio ficam em nome de quem. Se a agência roda campanha dentro da conta dela, o histórico de aprendizado da campanha não é seu, e trocar de fornecedor significa recomeçar do zero.

Como a agência lida com regra de conselho profissional, se for o caso. Medicina, advocacia e odontologia têm restrição sobre o que pode ser dito, e agência que trata isso como detalhe de revisão final gera retrabalho e risco para o cliente, não para si mesma.

O que a agência se recusa a fazer. A resposta diz mais do que a lista de serviços. Quem não recusa nada provavelmente aceita qualquer coisa, inclusive o que não funciona.

Se o trabalho não estiver indo bem em três meses, o que acontece. Não existe resposta perfeita aqui, mas existe resposta honesta, e ela normalmente envolve revisar o que foi feito em vez de pedir mais tempo e mais verba.

Dúvidas frequentes

Por que vocês não publicam uma tabela de preços?

Porque ela seria falsa em quase todo caso. O mesmo pedido vira projetos de tamanhos muito diferentes conforme o número de layouts, quem escreve o conteúdo, quantas integrações existem e se há migração de um site com histórico. Uma tabela obrigaria a chutar alto para caber em qualquer cenário, ou chutar baixo e renegociar depois. O que publicamos é o método pelo qual o escopo fecha.

Quanto tempo leva para receber a proposta?

Depende de quanto o seu caso já está claro quando chega. Pedido com escopo definido costuma fechar em uma conversa; pedido que ainda precisa de diagnóstico exige olhar o que existe antes. O que não fazemos é mandar número antes de entender o problema, porque proposta feita no escuro erra para os dois lados.

Preciso contratar tudo junto?

Não. A maioria dos projetos começa por uma frente (normalmente site ou identidade visual) e as outras entram depois, quando há o que medir. Contratar site, SEO e mídia ao mesmo tempo só faz sentido quando existe prazo externo empurrando; fora disso, é gastar em paralelo o que renderia mais em sequência.

Vocês atendem quem está fora de Brasília?

Sim. O escritório fica em Águas Claras e a reunião presencial é possível para quem é do DF e do Entorno, mas boa parte dos projetos é conduzida à distância, no Brasil inteiro e também fora do país.

E se eu só quiser uma segunda opinião sobre o que já tenho?

Também serve. Olhar um site que já existe, a busca pelo nome da empresa e o Perfil da Empresa no Google costuma responder se o problema é o site, o conteúdo, a mídia ou nenhum dos três. Se a conclusão for que não há trabalho a fazer agora, é o que vamos dizer.

Por que a Criattus não publica uma tabela de preços?

Porque o mesmo serviço custa coisas diferentes conforme o projeto. Um site de cinco páginas para uma clínica recém-aberta e um site com integração de sistema e dezenas de páginas não compartilham preço nem prazo, e publicar um número único para os dois seria publicar um número que não vale para nenhum. O caminho é descrever o projeto no formulário e receber um valor que corresponda ao que foi descrito.

O orçamento tem custo ou compromisso?

Não tem custo e não obriga a nada. O que pedimos é descrição suficiente para responder com seriedade, porque orçamento feito sem entender o projeto é chute com papel timbrado, e chute costuma virar aditivo depois.

Posso pedir orçamento de mais de um serviço ao mesmo tempo?

Pode, e é comum. Marca, site e campanha costumam ser contratados juntos quando a empresa está começando ou se reposicionando. Quando faz sentido começar por uma frente só, dizemos isso: anunciar para um site que ainda não converte é comprar visita cara para uma porta fechada.

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